COLUNISTA - josÉ CLÁUDIO HENRIQUES


Qual será a solução ideal para a água do Grande Matosinhos?

 Principalmente na época da seca (inverno e primavera) os moradores do Grande Matosinhos sofrem terrivelmente com a falta do precioso líquido. A captação da água torna-se mais difícil por sua escassez, e nessa época aumenta-se o consumo. O problema de uma forma ou de outra tem que ser resolvido, pois não temos como ficar sem a água.

Para resolver a falta da água temos que dispor de recursos financeiros de qualquer forma. Foi retirado da Câmara Municipal um projeto de empréstimo junto ao BNDES, mas segundo consta existe outro projeto de empréstimo junto a Caixa Econômica Federal por indiciamento do Ministério Público, já aprovado pela câmara.

A falta de água no Grande Matosinhos já se arrasta por muitos anos e alguma coisa tem que ser feita. Ou o DAMAE ou Prefeitura conseguem um empréstimo para sanar o problema, ou faça como fez a Câmara Municipal de Barbacena, que aprovou uma terceirização para a COPASA abastecer e tratar água e esgoto da zona noroeste de Barbacena, região parecidíssima com o Grande Matosinhos. Este exemplo já existe aqui em São João del Rei com a concessão de toda a Colônia do Marçal para a COPASA, sem que fosse privatizado o nosso DAMAE.

Com a deliberação normativa 96/2006 do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), até 2010 todos os municípios mineiros terão que contar com um sistema de tratamento de esgoto que atenda a pelo menos 50% da população urbana e, até 2017, 80%. O descumprimento da norma do COPAM poderá acarretar no corte de repasses de recursos da União e do Estado aos municípios que não cumprirem a citada deliberação. Porém, os municípios que cumprirem terão seus FPM aumentados.

Também poderá haver por parte dos vereadores são-joanenses exigências para que se a terceirização acontecer, o terceirizado cumpra com cláusulas contratuais, tais como, recomposição asfáltica, fornecimento e manutenção de hidrômetros, tarifas sociais e entidades filantrópicas, e emprego de mão-de-obra local.


É notório que a cada ano, o resgate do Jubileu do Divino vem crescendo em progressões geométricas.

Com o retorno da festa, os costumes e a fé dedicados ao Divino Espírito Santo vêm também aumentando. O Santuário do Senhor Bom Jesus fica repleto de fiéis e os atrativos histórico-culturais ajudam na evangelização. Este ano vamos contar com mais uma inovação que é a transmissão ao vivo, pela TV Campos de Minas, da missa incultura da, que acontece na 6ª feira dia 2 de junho, às 19 horas, da missa solene do dia 4, às 16 horas, e de diversos outros flash.

Estudantes de diversos níveis, inclusive de Turismo Superior, vêm pesquisando a festa e isso é maravilhoso no sentido de não deixá-la mais acabar. Diversas palestras por membros da Comissão do Divino foram feitas e essa comissão continua à disposição para quaisquer trabalhos de pesquisa. Aliás, no site www.ograndematosinhos.com.br podem ser encontrados material de pesquisa e fotos da festa do Divino.

No dia 3, às 17 horas, será realizada a monumental procissão do Imperador Perpétuo que sairá da igreja de São Francisco de Assis rumo a Matosinhos. No dia 4, temos festa o dia inteiro com a chegada dos grupos de congado de diversas regiões das vertentes e de outros locais de Minas Gerais. A festa se encerra com a procissão luminosa do Divino Espírito Santo e com show artístico no adro da igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

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A cada ano que se passa vem aumentando a fé e a adesão do povo com relação ao resgate da Festa do Divino Espírito Santo da Paróquia de Matosinhos, ocorrido no ano de 1998. Isso é fundamental por vários motivos: - Temos reforçada a fé, nossas esperanças e o culto ao Divino. - Temos reforçada a nossa arte e cultura, fazendo com que não percamos nossos conhecimentos e nosso folclore.

Nossa festa, iniciada com a inauguração da primitiva igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em 1774, foi interrompida em 1924 a pedido da Arquidiocese de Mariana , quando o festejo estava em seu auge. O fato causou grande revolta e desgosto, despertando reações na imprensa local. Foram pretextos para tal atitude os artigos nº 15 e 16 das resoluções da Conferência Episcopal da Província de Mariana, realizada em Juiz de Fora, em abril de 1923, alegando excesso de jogos de azar e bailes. Nossa cidade eleita a Cidade Brasileira da Cultura 2007 não merecia perder tanta riqueza artística, cultural e religiosa. Na Festa do Divino de Matosinhos, a maioria dos eventos já se consolidou nos moldes de antigamente. Apenas a procissão do Imperador Perpétuo, Santo Antônio, que sai da igreja de São Francisco rumo a Matosinhos, precisa de maiores incentivos. Exatamente ela, que era o evento mais concorrido da festa, que com a paralisação roubou a fé e o costume do povo da nossa região.

José Cláudio Henriques - Coordenador Editorial

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