HISTÓRIA REGIONAL
INVENTÁRIO (1780) DE MANOEL ANTUNES NOGUEIRA E SUA MULHER RITA LUIZA VITÓRIA DE BUSTAMANTE SÁ
O capitão-mor de São João del Rei, Manoel Antunes Nogueira, ao morrer, e diante do inventário feito em 1780, deixou um montante de 59:212$156, sendo que depois de pagas as suas despesas, ficou para sua esposa e sua inventariante, Dona Rita Luiza Vitória de Bustamante Sá, 24:684$047 e para cada herdeiro o valor de 3:291$206, sendo os seguintes herdeiros:
- Luiza Felícia Sinfroza de Bustamante – 23 anos, nascida em 1756, que posteriormente herdou da falecida sua mãe, a casa do Matola avaliada em 3:200$000, as fazendas do Moinho e do Morro Grande avaliadas em 20:000$000. Seu inventário foi feito pelo seu sobrinho, Comendador Francisco Theresiano Fortes em julho de 1845,
- Luiz Fortes de Bustamante, tenente da artilharia da corte – 22 anos;
- Manoel Antunes de Bustamante, capitão-mor de Barbacena – 22 anos;
- Maria Angélica de Sá Menezes, que em 1792 já era casada – 18 anos e,
- Dionízio Antunes Nogueira, infante, nascido em 09/10/1766 – 12 anos.
O cap-mor Manoel Antunes Nogueira possuía a Fazenda Moinhos, que confrontava com sua Semaria, mais o Sítio chamado Pinhal, mais a Fazenda Ressaca no Rio Grande. Sua Sesmaria de meia légua em quadra foi dada em documento de 1759, na estrada que vinha do Elvas, confrontando com o Barro Vermelho, e ao sul com o pé do Morro Grande para o Onça.
Dona Rita Luiza foi tutora do menor João Pedro de Bustamante Sá tinha uma Sesmaria nos Olhos D’água da Borda do Campo em 1789.
Ela deixou:
2:005$279 em barras de ouro;
116$000 em ouro lavrado;
Muitas jóias de ouro, prata, cobre, latão, ferro e móveis.
Ficou para Maria Angélica as escravas Felipa Mulata (145$000) e ??? Crioula (70$000), jóias, 5ª parte da 3ª parte das casas:
- De Matosinhos, com sobrado, árvores e capela, defronte as terras do Reverendo Joaquim Pinto da Silveira, ao pé da estrada que vai para as casas do Tenente Amaro da Cunha Barreto (186$666);
- Do morro do Manoel José, confrontando com José Rodrigues de Castro (5$666);
- Duas terras minerais que foi do Padre Francisco Correia entre o Carmo e a Ponte do Rosário (6$666)
Deixou 39 escravos, Sítio Domingos dos Reis com casas, fazendo divisa com a Fazenda Curral Velho, de propriedade do inventariante: João Pedro de Bustamante Sá, morador na Capela do Ibitipoca.
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O Testamento do Guarda-Mor Luís Fortes de Bustamante Sá (1784 – 18/07/1832) foi aberto em 30/07/1833, pelo seu testamenteiro Antônio Joaquim Fortes de Bustamante:
Eu Luís Fortes de Bustamante e Sá, filho natural do Dr. Luís Fortes de Bustamante e de Dona Maria Leonarda da Silva, já falecidos, natural e batizado nesta freguesia, achando-me gravemente enfermo, mas em perfeito juízo, faço meu testamento da maneira seguinte:
Nomeio em primeiro lugar meu primo, Dr. Antônio Joaquim, em 2º meu genro Francisco de Assis Pinto, adjunto com D. Albina Cândida de Assumpção, e em 3º meu primo João Peixoto do Amaral, na falta dos demais, para apresentação das contas em 4 anos.
Declaro que sou irmão do Santíssimo Sacramento e das Almas, para as quais pagarão o que eu dever. Declaro que sempre vivi em estado de solteiro, mas neste mesmo tive 9 filhos que reconheço e instituo por meus legítimos herdeiros, e estes são: Carlota, casada com Francisco de Assis Pinto, Messias, Francisco, Antônio Cândido, Luís, Joaquim, Mariana e Maria (falta 1 filho).
Declaro que sou administrador dos dízimos dessa Freguesia pelos anos de 1827 a 1829.
Alforrio a minha escrava Maria Crioula, chamada Maria Leocádia, pelos bons serviços prestados.
Declaro que meu corpo depois de morto será amortalhado em um lençol e sepultado sem nenhuma pompa, no cemitério da Misericórdia desta Vila, carregado por 4 pobres.
Mandará meu testamenteiro dizer 150 missas por alma das pessoas com quem tive negócios.
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Rita Leocádia da Silva, natural de Ouro Preto, morreu solteira em 11/09/1871 e não em 1872 como eu disse no meu livro. Nomeou como 1º testamenteiro sua irmã Carlota Camila da Silva, como 2º José Teodoro Carlos da Silva e como 3º Carlos José da Silva.
Mandou também celebrar 600 missas por alma de seus pais.
Seu testamento foi feito em Matosinhos de São João del Rei em 18/09/1868 escrito por Teodoro Carlos da Silva e aprovado pelo escrivão Gustavo Ernesto da Silva, tendo como testemunhas: Bernarda Teixeira de Carvalho, Herculano José da Rocha Maia, Heitor José Alves da Trindade e Manoel José Viana.
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1867 – Inventariado: Cel. Teodoro Carlos da Silva, Inventariante: Barão de Pouso Alto, feito em Baependi (MG).
Teodoro Carlos da Silva nomeou em 03/06/1867, e deixou como herdeiros: 1º -Barão de Pouso Alto, morador em Pouso Alto (MG), 2º - Carlos José da Silva, morador no Rio de Janeiro, e 3º - Carlota Camila da Silva, moradora em Matosinhos.
O coronel Teodoro Carlos da Silva, faleceu solteiro e sem filhos, no Arraial da Freguesia de Pouso Alto. Era natural de Ouro Preto, filho do Coronel Carlos José da Silva e de Dona Maria Angélica de Sá (na verdade Teodoro era filho do 1º matrimônio e não do 2º).
Também nomeou como testamenteiro: Carlos Teodoro de Bustamante e Antônio Teodoro Fortes de Bustamante.
...Meu enterro será sem pompa nem ostentação. No lugar de despesas com velas prefiro que distribua 1 conto e quinhentos mil reis, para os pobres de qualquer lugar e viúvas desvalidas.
Deixa para a irmandade do Bom Jesus dos Passos, em Pouso Alto, uma apólice. Deixa 500 mil reis para cada uma das ordens religiosas de são joão del rei (São Francisco e Carmo) dos quais sou irmão. Um conto de reis para a Santa Casa de Misericórdia de São João del Rei, para comprar apólice, a fim de usar para os enfermos.
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Em 1860 o cel. Teodoro Carlos da Silva registra furto de suas roupas, que foram encontradas na casa de Jacob de Tal.
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SESMARIA de ½ légua em quadra passada em 1º de novembro de 1783 a João Pedro de Bustamante Sá e Rita de Bustamante Sá, em casas do cap. João Rodrigues da Costa, onde esteve presente o escrivão Dr. Manoel Rodrigues Pacheco da Vila de SJDR. Possuía a Fazenda do Pilar da Aplicação da capela de Ibitipoca, Freguesia da Borda do Campo, Termo da Vila de São João del Rei.
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SESMARIA de ½ légua em quadra passada em 1790 ao Dr. Manoel de Sá Fortes Bustamante Nogueira, na Freguesia da Borda do Campo.
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SESMARIA de ½ légua em quadra passada em 19/06/1759 ao capitão Manoel Antunes Nogueira na Paragem das cabeceira do Ribeirão da Água Limpa, Termo da Vila de SJDR.
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SESMARIA passada em 1781 na fazenda “Mantiqueira” da Freguesia de N. Sra. da Assunção do Engenho do Caminho Novo do Rio de Janeiro, Termo da Vila de SJDR, ao padre Silvestre Dias de Sá. (obs. O inconfidente José Aires Gomes foi tbém proprietário de uma fazenda Mantiqueira, na região de João Gomes (Santos Dumond).
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INVENTÁRIO feito em 1799 dos bens do padre Manoel Dias de Sá, proprietário da fazenda da Borda do Campo, Vila de Barbacena, cujo inventariante e testamenteiro foi João Ribeiro Gomes. João Ayres Gomes foi herdeiro do falecido Padre Manoel Dias de Sá. Neste inventario existe documentos de créditos assinados por José Ayres Gomes.
| SÁ, Luis Fortes de Bustamante. | BUSTAMANTE, Antonio Joaquim Fortes de. | 1833 | JO | S. João | V | B | 37 | |||
| SÁ, Luís Teixeira de. | FREITAS, Joaquim Fernandes de. | 1778 | S. João | V | B | 463 | ||||
| SÁ, Manoel Dias de. | Padre | GOMES, João Ribeiro. | 1799 | JO | Borda do Campo | F | Barbacena | T | B | 224 |
ANO XI - NÚMERO 125 - JULHO DE 2010


