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JORNAL DA ASMAT - ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES E AMIGOS DO GRANDE MATOSINHOS ANO VII - NÚMERO 80 - OUTUBRO/2006 - SÃO JOÃO DEL-REI - M. G.
CARTAS DE UM OUTRO MATOSINHOS |
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Olá, amigos de S. João d’El Rei. Como vão os preparativos para o grande acontecimento cultural de 2007? Espero poder encontrar-me com vocês aí nessa altura. Hoje vamos começar a falar de uma outra igreja do Bom Jesus de Matosinhos, desta vez na cidade de Pouso Alegre POUSO ALEGRE – Minas Gerais Pouso Alegre, antigo arraial do Bom Jesus de Matozinhos do Mandu, está localizado na região Sul de Minas Gerais, no Vale do Sapucaí, às margens da Rodovia Fernão Dias - BR-381, numa área estratégica e de acesso aos 3 maiores centros de produção e consumo do país. Fica a 200 km de São Paulo, 385 de Belo Horizonte e 390 km do Rio de Janeiro.
Desde 1600, um século depois da descoberta do Brasil, a região do Mandu era conhecida, mas não era explorada, nem oficialmente administrada. A região, era banhada pelo Sapucaí Mirim e seus afluentes: o Capivari, Itaim, Mandu e Cervo, tinha uma rica flora (...) e a fauna também era abundante. Durante muitos anos, bem antes da criação do Arraial de Pouso Alegre e do surgimento da primeira Capela, os caminhos do Mandu eram passagem e parada obrigatória de diversas caravanas que iam da cidade de São Paulo para a capital mineira, Ouro Preto. O Pouso do Mandu Uma razão que concorreu bastante para o rápido povoamento do lugar foi o vau do Rio Mandu existente no local, onde o caminho cruzava com o rio, que se tornou uma passagem obrigatória, pela qual transitavam os viajantes que vinham de São Paulo e se dirigiam ao sertão das Gerais, à procura de ouro e pedras preciosas. Essa vereda era um prolongamento do caminho que vinha de São João d’El-Rei, Campanha e Santana do Sapucaí, até o Mandu, e que, ao alcançar o pouso de Cláudio Furquim de Almeida, em Itapeva, tornou-se o trajeto mais curto e o único entre São Paulo e Vila Rica. Vários posseiros se fixaram às margens do Rio Mandu, aumentando o número de moradores do lugar, que recebeu o nome de Pouso do Mandu. Crescendo a sua importância, foi criado no local, pelo governador da Capitania de Minas Gerais, por volta de 1755, um posto fiscal ou Registro, destinado a evitar o desvio clandestino de ouro das minas de Santana do Sapucaí e Ouro Fino, para São Paulo e Santos, visando com isso cobrar o quinto devido à Coroa portuguesa. A presença de um Fiel, acompanhado de guardas, neste posto, indica que se tratava de um Registro de grande movimento e, conseqüentemente, de um povoado em franca expansão. O nome primitivo do lugar, Pouso do Mandu, devia-se ao fato do rio do mesmo nome ter em abundância o peixe da espécie mandi, corruptela do nome indígena Mandihu (rio do Mandi), bem como por ser parada obrigatória, um pouso para os viajantes que percorriam os caminhos entre as capitanias de Minas Gerais e São Paulo. Havia no local um rancho primitivo que abrigava os viajantes, e nesse lugar o rio oferecia melhores condições para uma travessia, facilitando a transposição de animais e carga. Na encosta da Serra do Gaspar localizava-se a fazenda de criar de Antônio de Araújo Lobato, ladeada de extensos brejais cortados por dois córregos até a margem do Mandu, junto do qual havia um pequeno núcleo de casas, o rancho e a venda destinada ao comércio com os viajantes. Foi aí que o povoado nasceu, prosperou e cresceu pouco a pouco, graças à sua excepcional posição geográfica e a riqueza de suas terras (...).
No campo material, entretanto, o progresso era lento. Sem meios de comunicação com os centros mais desenvolvidos, a cidade vivia quase isolada do resto do país, o que impedia o seu desenvolvimento. As atividades econômicas se restringiam à agricultura de subsistência, destacando-se o cultivo e a fabricação do chá da Índia, que alcançou um apreciável desevolvimento. Só em 1895, com a chegada dos trilhos da Rede Sul-Mineira a Pouso Alegre, a cidade começou a dar os primeiros passos rumo ao desenvolvimento . Isabel Lago Texto da História de Pouso Alegre em www.tvuai.com.br. Segundo o seu autor, foi elaborado com a ajuda da seguinte bibliografia : |